Melhores crossovers de HQs #1 Homem Aranha e Batman


Homem Aranha e Batman



O primeiro encontro entre o Cabeça de Teia e o Morcegão foi lançado em 1997 com o título "Mentes insanas" e foi escrito por J.M. DeMatteis e desenhado por Mark Bagley, com a arte-final de Scott Hana e Mark Farmer. Este foi editado pela Marvel, já a sua seqüência ficou por conta da DC Comics.

O Cavaleiro das Trevas e o Aracnídeo enfrentam o Coringa e o Carnificina, dois dos mais psicóticos e imprevisíveis assassinos dos quadrinhos em uma narrativa repleta de ação.

A história se dá início com um projeto do governo, representado pela psicóloga Cassandra Briar, que acredita na reabilitação de criminosos insanos irrecuperáveis por meios normais. Introduzindo um chip no córtex cerebral, ela espera manipular as ondas mentais desses bandidos. A questão ética é abordada através de grupos de direitos humanos apontando o fascismo do método, enquanto a psicoterapeuta Ashley Kafka acredita na humanidade e na recuperação de seus pacientes.



Suas primeiras cobaias de Cassandra foram Coringa e Carnificina. Tudo corria muito bem, com os dois assassinos agindo como pessoas normais, humildes e assustadas, até que, Carnificina consegue se livrar da influência do chip que é destruído por seu simbionte alienígena. A criatura liberta o Palhaço do Crime, disposto a agir junto com o Coringa e promover uma matança sem igual.



A parceria entre o espetacular Homem-Aranha e o Batman para deter o par de vilões garante a força da edição. Os pontos fundamentais da origem de ambos com os assassinatos do Tio Ben e dos pais de Bruce Wayne são lembrados em sonhos na abertura da história, o jeitão galhofa do aranha e a seriedade do Batman rendem piadas e situações engraçadas na dose certa, sem deixar a sensação de perigo se esvair e a escolha de Carnificina e Coringa como adversários, por simbolizarem a morte de inocentes, aquilo que os dois combatentes do crime tanto fazem para evitar, foi um tiro certeiro.


Após a derrota dos vilões Batman e Homem Aranha agradecem um ao outro sem falar, apenas com um aperto de mão, como se fosse uma forma "copeira" das duas editoras, Marvel e DC, agradecerem a oportunidade de unir dois universos tão icônicos.


Batman e Homem Aranha


O segundo encontro entre os dois justiceiros acontece em 1998 e trouxe novamente DeMatteis como roteirista, associado ao desenhista Grahan Nolan, com arte-final de Karl Kesel. Como vilões, no lugar de psicopatas assassinos, dois grandes líderes e supremos estrategistas da maldade no mundo, o imortal ecoterrorista Rã’s Al Ghul da DC e Wilson Fisk, o Rei do Crime da Marvel.

Decidido a "purificar" a Terra por meio do extermínio da maior parte da população mundial, Rã’s Al Ghul comanda seus cientistas no desenvolvimento de métodos para manipular o clima, assim o vilão consegue promover terremotos na Índia e enchentes no Meio Oeste. Em seguida, ele pretendia afundar a ilha de Manhattan para que, em meio às catástrofes, pudesse emergir como salvador do mundo. Para conseguir o apoio do Rei do Crime de Nova York, Rã's oferece a Wilson Fisk, que domina o submundo da grande metrópole, a cura do câncer terminal do qual padece sua mulher, Vanessa Fisk.



Ao tomarem conhecimento desses planos genocidas, Homem-Aranha e Batman viajam para o Himalaia rumo a um confronto definitivo. Este é justamente o melhor da história, quando vigilantes tão acostumados ao crime das ruas adentram terreno tão diferente e hostil.


A partir de então a história toma um rumo de salvação do mundo, mas na verdade, o leitor sabe que não acontecerá nada ao planeta ao final da história, mas a graça, definitivamente, está na resolução dos fatos, em especiais na parceria solidificada da dupla heroica e da reviravolta inimaginável revelada apenas nas últimas páginas.



No fim das contas, os dois encontros de Batman e Homem-Aranha são grandes feitos da DC e da Marvel, sendo que o segundo é ainda mais interessante. Se algo deste nível acontecerá de novo, ninguém sabe. Mas fica a torcida de incontáveis fãs e leitores que adorariam ver isto acontecendo mais uma vez.


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